Paralelamente a fome e a peste, a sociedade feudal do século XIV conheceu um grande número de guerras e revoltas, que tem como a mais importante à guerra dos cem anos entre Inglaterra e França.
Por fim, um fator fundamental para a quebra das estruturas do sistema feudal foi à longa serie de rebeliões dos servos contra seus senhores feudais, ainda que vencedores nas rebeliões os senhores feudais não conseguiram manter a manutenção das relações de servidão, e a partir do século XIV, e alguns lugares com menor rapidez e em outros com maior, as obrigações feudais foram se extinguindo.
A origem do sistema capitalista é encontrada na passagem da idade média para a idade moderna, com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, Nesse período, vemos uma transformação no caráter autossuficiente das propriedades feudais na qual as terras começaram a ser arrendadas e a mão de obra começou a ser remunerada com um salário. A prática comercial experimentada imprimiu uma nova lógica econômica em que o comerciante substituiu o valor de uso das mercadorias pelo seu valor de troca. Isso fez com que a economia começasse a se basear em cima de quantias que determinavam numericamente o valor de cada mercadoria.
O sistema capitalista surgiu na Europa e deu origem a uma nova classe social: a burguesia está nova classe social buscava o lucro através das atividades comerciais. Neste sistema os burgueses desejavam o lucro, acumulo de riquezas, controle do sistema de produção e expansão dos negócios, uma economia que estava em pleno desenvolvimento e modificando as estruturas de relações comerciais. As cidades como centro das atividades econômicas, politicas e sócias se desenvolveram e teve um rapidamente crescimento urbano.
A sociologia como disciplina científica surgiu no início do século XIX, como uma resposta acadêmica para o novo desafio da modernidade: o mundo estava se tornando cada vez menor e mais integrado, a consciência das pessoas sobre o mundo estava aumentando e dispersando. Os sociólogos não só esperavam entender o que mantinha os grupos sociais unidos, mas desenvolver um antídoto para a desintegração social.
A Europa no século XVIII assistiu a uma série de mudanças no cenário político, econômico e social. Pode-se destacar; o Iluminismo, as Revoluções burguesas e principalmente a Revolução Industrial. Esses acontecimentos proporcionaram a criação de um cenário de instabilidade e contradição: aumento da produção, investimento em tecnologia, consolidação do processo de industrialização, ascensão política da burguesia, êxodo rural e consequente processo de urbanização, o aparecimento do proletariado e de sua consciência de classe, surgimento de um grande número de desempregados, miséria e injustiças sociais. É neste cenário, que surge a necessidade de formatar uma ciência capaz de interpretar e compreender os problemas da sociedade urbano-industrial, capaz de explicar essa nova ordem social, política e econômica, neste sentido surge a sociologia preocupada com os problemas da sociedade, passa a existir como ciência com método específico e com um objeto de estudos definidos. A Sociologia como ciência estuda os fenômenos sociais, procurando refletir sobre eles e tentando explicá-los, através de certos conceitos, técnicas e métodos. Seu campo de estudo é toda a organização da sociedade.
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